quarta-feira, 17 de outubro de 2012

A surpreendente recuperação de Sobrenatural

Como eu deixei claro aqui, eu fiquei realmente decepcionada com a 6º temporada de sobrenatural, pois senti que a série perdeu o ritmo, a vilã principal não convencia e muitas questões e personagens da 5º temporada haviam sido deixadas de lado. Mesmo com todo o desagrado dos fãs, a série foi sendo empurrada, deram uma enrolada daqui, mudaram o vilão dali e acabou que o Crowley (Mark Sheppard)e o anjo Castiel (Misha Collins) salvaram o final com um ótimo cliffhanger. A 7º temporada começou com dois ótimos episódios, manteve o nível ok e algumas boas surpresas como os episódios “Repo Man” e "The Girl with the Dungeons and Dragons Tattoo", teve a volta do personagem Lúcifer, maravilhosamente interpretado por Mark Pellegrino e os novos vilões, os quase indestrutíveis Leviatãs, que mudaram um pouco aquele foco Céu x Inferno das temporadas anteriores, levando a trama para uma disputa Terra x Purgatório e isso deu a inovada que a série precisava. Sem mencionar que eles são ótimos porque mesmo tentando literalmente devorar a raça humana, tem aquela pitada de humor sarcástico que os tornam tão carismáticos a ponto de você torcer por eles ou odiá-los, dependendo da situação e é isso que faz um bom vilão.
Dean Winchester (Jensen Ackles) passou por maus bocados (só para variar), pois sem Castiel e com Sam Winchester(Jared Padalecki) surtando em quase todos os episódios (sem a barreira, ele tem visões de Lúcifer), Dean teve que resolver boa parte dos mistérios sozinho.
Sobrenatural sofreu duros golpes nesses dois anos, além de mudar de emissora, a série também mudou o dia de transmissão já que inicialmente passava nas quintas-feiras à noite, foi para a noite de sexta-feira, conhecida como "zona da morte" das séries, já que é, na maior parte das vezes, um horário no qual jogam as séries que serão canceladas, só para terminar o contrato, basicamente pela baixa audiência do público jovem (principal foco de Sobrenatural) na véspera do sábado. A única crítica ruim que faço é a baixa participação de Castiel na sétima temporada, por motivos de contrato do ator, que passou de personagem fixo para convidado e as mortes de personagens queridos, entretanto tivemos boas surpresas com os novos personagens que surgiram, como o profeta Kevin Tran.
Entre mortos e feridos, salvaram-se todos. A sétima temporada teve um grande final e a oitava começou muito bem com Crowley sendo o vilão principal. Sobrenatural saiu da "zona da morte" e é transmitido nas noites de quarta-feira e Misha Collins é fixo do elenco de novo, ou seja, mais Castiel!
Quem acreditou que a série voltaria a boa forma, foi recompensado. Agora só nos resta torcer para que Sobrenatural mantenha o bom nível e termine com o ótimo final que merece.

Trajes memoráveis do cinema - Vestidos (2)

Grace Kelly em Ladrão de casaca (1955) No filme, Grace Kelly interpreta uma garota rica e mimada, dona de um guarda-roupa repleto de lindas roupas. O vestido de lamê dourado, estilo Maria Antonieta, foi desenhado pela figurinista Edith Head, uma fera em roupas para o cinema, com 35 indicações para o Oscar e 8 estatuetas.
Nicole Kidman em Moulin Rouge!(2001) O modelo é criação de Catherine Martin e Angus Strathie. O filme foi livremente baseado no Moulin Rouge, em 1899, durante o período da Belle Epoque, mas também é uma homenagem aos musicais de Hollywood, com esse toque do glamour de 1930. O Bustier frisado tem uma saia feita apenas de franjas longas é o chapéu é de seda preta com uma faixa superior de jóias.
Audrey Hepburn em Sabrina (1954) Creditado à Edith Head, este vestido branco com bordados na cor preta é fonte de controvérsia. Hepburn teve um relacionamento com Givenchy. Ele provavelmente foi o único que realmente projetou o vestido, mas Head acabou recebendo o crédito, pois o estúdio tinha controle sobre isso. Givenchy, então, começou a desenhar sob registro em muitos filmes de Hepburn.
Kate Winslet em Titanic (1997) Assinado por Deborah Lynn Scott, esse lindo modelo foi especialmente desenhado para que ficasse bonito tanto seco quanto molhado.
Marlene Dietrich em O expresso de Xangai (1932) A forma de iluminação de tungstênio utilizada no filme foi um avanço tecnológico para a época e todas as roupas criadas pela figurinista Travis Banton foram feitas para funcionarem bem com o efeito da luz. O glamouroso vestido preto, com penas altas no pescoço contribuem para manter o visual exagerado e teatral.
Jennifer Connelly em Labirinto - A magia do tempo (1986) Quando o sua co-estrela é David Bowie interpretando um espalhafatoso rei dos duendes é difícil conseguir manter o foco longe dele, mas Ellis Flyte e Brian Floud conseguiram vencer esse desafio ao criar o lindo vestido usado por Sarah (personagem de Connelly)no baile de máscaras. A dupla conseguiu equilibrar a atmosfera de sonho do vestido inspirado na boneca bailarina da garota com a exuberância típica dos anos 80.
Kate Hudson em Como perder um homem em 10 dias (2003) O vestido é tão marcante que sempre entra nas listas de melhores figurinos do cinema, mesmo o filme não sendo um grande clássico. Confeccionado pela própria figurinista do longa, Karen Patch, o longo vestido de cetim amarelo ouro, decotado nas costas conseguiu uma proeza rara: ser ao mesmo tempo simples, vistoso e sexy sem ser vulgar. Se o diretor e os roteiristas de Como Perder um Homem em 10 Dias não conseguiram fazer com que o filme entrasse para a história do cinema, a figurinista Karen com certeza o fez.
Marilyn Monroe em Os homens preferem as loiras (1953) Marilyn Monroe não era magra, ela tinha um busto cheio, tinha quadris, tinha uma cintura. Ela era cheia de curvas e parecia incrível neste vestido tafetá rosa com um grande laço na parte de trás e luvas combinando. O vestido foi assinado por Travilla, o mesmo que criou todo o figurino usado por Marilyn em O pecado mora ao lado, incluindo o famoso vestido branco. O modelo rosa foi bastante polêmico para sua época.
Audrey Hepburn em Minha Bela Dama (1964) Desenhado pelo figurinista Cecil Beaton, o exuberante vestido branco justo, cheio de rendas, babados e com laços e tiras em preto e branco. Para complementar, um exagerado e enorme chapéu e uma sombrinha que remetem à magia da velha Hollywood.
Drew Barrymore em Para sempre Cinderela (1998) O vestido BREATHE (respire) foi feito por Jane Law e possui uma infinidade de detalhes que o tornam tão único. No peito há uma aplicação de renda, nas quais, por cima, foram bordados folhas arrematadas por cristais em gota. Na borda do decote há um barrado de renda guipiere de flor e folhas que sai desde baixo do busto até as costas. Este mesmo motivo floral ladeia a abertura da saia de gaze bordada na frente da roupa até a bainha. Separando o busto da saia, uma fita galão arrematada com uma fileira de pérolas e a cauda é toda de gaze sem bordado. O bordado da saia lembra escamas, e dentro de cada escama tem 3 linhas terminadas em pérolas e esses foram apenas alguns dos detalhes que mencionei. É ou não é um vestido de conto de fadas? ________________________________________________________________________________ Confira também a parte 1

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Trajes memoráveis do cinema - Vestidos (1)

Marilyn Monroe em O pecado mora ao lado (1955) O vestido mais lembrado da história do cinema é também o mais caro do mundo(leiloado por aproximadamente 10 milhões de reais). O modelo branco e esvoaçante é criação de William Travilla e ficou conhecido pela cena icônica na qual o traje é levantado pelo vento da estação de metrô e desde então tornou-se um dos figurinos mais comentados e copiados de todos os tempos.
Audrey Hepburn em Bonequinha de luxo (1961) O vestido preto de Audrey Hepburn criado por Givenchye levou a um outro patamar o "pretinho básico" idealizado por Chanel na década de 20 e acabou eternizado não só como um dos maiores clássicos do cinema, mas também da história da moda.
Keira Knightley em Desejo e Reparação (2007) Esse vestido lindo e esvoaçante foi eleito como melhor figurino de todos os tempos em pequisa realizada pela revista americana In Style com seus leitores. O vestido esmeralda de seda foi criado pela francesa Jacqueline Durran, conhecida por suas criações para filmes de época. Particularmente, eu aprecio a originalidade do traje e o risco investido em uma cor tão incomum, o último traje verde marcante que me vem a mente é o vestido feito com o cortinado da personagem Scarlett O'Hara.
Julia Roberts em Uma linda mulher(1990) O vestido vermelho que Vivian, personagem vivida por Julia Roberts, veste na noite da ópera é equivalente ao traje de baile das princesas da Disney, uma vez que o filme é um conto de fadas moderno. O modelo é uma criação da estilista Marilyn Vance que precisou brigar com os diretores para manter a cor vermelha e impactante do traje.
Molly Ringwald em A garota de rosa shocking(1986) Andie Walsh, a protagonista, se transformou em um ícone "teen" pela atitude e personalidade ao criar seu próprio vestido para a formatura, mesmo sem dinheiro ou um par para acompanhá-la. O modelo - que tem rendas e bolinhas brancas - é da estilista Marilyn Vance e simboliza bem a moda jovem e exuberante dos anos 80.
Rita Hayworth em Gilda (1946) O vestido é um símbolo do glamour de Hollywood e foi criado pelo costume designer Jean Louis. O vestido de cetim preto sem alças, com longas luvas pretas, incorpora o equilíbrio femme fatale de mistério e feminilidade.
Kate Winslet em Titanic (1997) O belo vestido usado por Rose, personagem de Winslet, é forrado em cetim de seda leve e decorado com pérolas e rendas, a obra-prima assinada por Deborah Lynn Scott ajudou o filme a levar a estatueta de melhor figurino e marcou uma época.
Grace Kelly em Ladrão de Casaca (1955) O lindo vestido azul-gelo é assinado por Edith Head. As cinco camadas de tecido que fluem com uma faixa de azul mais escura deram beleza, elegância e graciosidade ao modelo que, entre outros, tornaram Grace Kelly um ícone fashion.
Vivien Leigh em E O Vento Levou (1939) Esse filme teve um dos guarda-roupas mais completos da história do cinema. Para gravar o longa-metragem foram criadas nada menos do que cinco mil peças de roupas, todas desenhadas pelo estilista Walter Plunkett - inclusive esse poderoso vestido vermelho, que até hoje, quase um século depois de sua primeira aparição, impressiona por sua beleza e imponência.
Sharon Stone em Instinto Selvagem (1992) Sharon Stone aperfeiçoou o minimalista chique dos anos 90 com esse vestido curto com gola alta assinado por Ellen Mirojnick, usado em uma das cenas mais lembradas do cinema: A provocante cruzada de pernas na sala do interrogatório. O mais interessante é que o vestido branco e sem grandes adereços usado por Stone acabou sendo lembrado como uma das roupas mais sexy do cinema. ______________________________________________________________________________ Confira também a parte 2

terça-feira, 17 de abril de 2012

Você sabe o que é Bromance?

Esse termo é muito utilizado na internet e em críticas de filmes e se você não o leu ou o ouviu em algum lugar, muito em breve acabará por fazê-lo, então resolvi fazer esse serviço de utilidade pública aqui no Blog, já que eu tive que apelar para uma rápida pesquisadinha no Google para me atualizar.
Mas, e aí, o que é Bromance?

Bromance é uma expressão da língua inglesa [bro (brothers) + romance], utilizada para designar um relacionamento íntimo, mas não-sexual, entre dois (ou mais) homens uma forma de intimidade homossocial [homo(mesmo gênero/homólogo)+ social (sociedade)]

Beleza. Bromance quer dizer Gay, certo?
Errado. Bromance não é gay, nem amizade colorida entre homens ou a relação entre rapazes "enrustidos", nada disso e apesar da definição do termo ser um pouco confusa é bem fácil distinguir quando se trata de um Bromance ou de Homossexualidade.

O termo é só uma expressão recente para algo que vemos desde nossa infância em livros e produções cinematográficas ou televisivas. Em um resumo simples, o Bromance nada mais é do que uma amizade entre dois homens que não tem vergonha de expressá-la por medo de parecer gay ou qualquer outra coisa.

A relação entre Batman e Robin é um grande exemplo de Bromance. Desde as HQs, a série dos anos 60 ou a moderna versão dos anos 90 a forte amizade entre os dois é destaque.


Kirk e Spock também são um ótimo exemplo de Bromance, desde a série clássica ao badalado filme de 2009.


O senhor dos anéis teve vários núcleos de Bromance, principalmente a partir das Duas Torres, com a separação da sociedade. Destaque óbvio para Frodo e Sam.


Legolas e Aragorn também não ficam atrás.

Luke Skywalker e Han Solo não hesitavam em largar tudo para ir ajudar um ao outro nos filmes clássicos.


Assim com Obi-Wan Kenobi e Quin Gonn Jinn nos prequels.


Dr. House e Dr. Wilson tem uma relação tão "bromântica" que foram até matéria de capa de uma revista de TV americana.



Sherlock Holmes e o Dr. John Watson, tanto na versão da série da BBC como nos filmes americanos demonstram na medida a relação de bromance.


E claro, o clássico Bromance que todos amam, Chandler e Joey de Friends.


Eu te amo, cara (I Love You, Man) é um filme de comédia lançado em 2009 que foi bem no embalo do termo e colocou toda a essência do Bromance no enredo. Vale a pena, é bem divertido.

Não é só nos filmes, livros e séries que temos os Bromances, o mundo real é cheio de bromances famosos, Tim Burton e Johnny Depp são um grande exemplo

Depois de toda essa explicação vem a pergunta:
Então o Bromance é qualquer amizade entre dois caras, certo?
Errado. Como eu expliquei antes, é sim uma AMIZADE, mas não é aquela amizade de tapinha nas costas e "Falow aew mah". É uma relação forte, sem medo de assumir a amizade em público e abraçar, beijar (o rosto ou qualquer parte do corpo apenas por carinho, sem intenção sexual) ou dizer "eu te amo", amigos também dizem isso.

Por isso o Bromance é tão confundido com o Homossexualismo e os próprios exemplos que eu citei acima já levantaram dúvidas sobre a orientação sexual na cabeça de alguém ou foram motivo de piadinhas maliciosas ("Hummmmmmmmmmmmmmm... Boiola" por exemplo).

Eu gosto de filmes e séries que tem essa relação como foco principal. E você gosta do gênero ou conhece outros exemplos de Bromance? Posta aí sua opinião nos comentários.

Abraço ;D

domingo, 11 de dezembro de 2011

The walking dead

The Walking Dead conta a história de um pequeno grupo de sobreviventes de um apocalipse zumbi, que viaja por um desolado Estados Unidos à procura de um abrigo seguro, longe das hordas de mortos vivos. O grupo é liderado por Rick Grimes, que era o xerife de polícia de uma pequena cidade da Geórgia, antes do surto de zumbis. Enquanto sua situação fica mais perigosa, o desespero do grupo para sobreviver leva-os a beira da insanidade.


Aproveitando esse início de férias vou dar essa dica ótima de série para aproveitar nesses dias de folga.
The walking dead é uma velha conhecida do público, mas muitas pessoas, apenas ouviram falar e não assistiram de fato e assim como eu terão uma grata surpresa.
Eu não sou fã de histórias de zumbis, mas fui conquistada por essa série, justamente pelo fato dos zumbis serem apenas o pano-de-fundo de uma história bem mais densa como a sobrevivência em grupo, o caráter em situações de crise e dramas familiares.



Fotografia bonita, maquiagem de primeira e personagens MUITO interessantes. Daqueles que viciados em filmes e livros adoram porque podem desvendar e até se identificar com a personalidade ou ações do mesmo, principalmente um certo Daryl Dixon que cativa logo na primeira aparição. Ele é de longe o meu personagem favorito, interpretado pelo incrível Norman Reedus (co-protagonista de The boondock saints, tema do próximo post).


The walking dead começa de forma tímida, mas envolve o telespectador e quando você percebe o episódio acabou e você já está ansioso pelo próximo. Então aproveitem!

domingo, 10 de julho de 2011

Sherlock BBC - Um desabafo apaixonado.


“The name is Sherlock Holmes, and the address is 221B Baker Street.”

Bem, estou de férias e não esqueci a promessa que fiz de tentar manter o blog mais atualizado, porém a razão da minha atual postagem demorar tanto a ser escrita foi uma conhecida sensação da minha infância de quando ganhava um brinquedo novo que desejava há muito tempo: O egoísmo.

Não, meus queridos, não sou uma pessoa egoísta e possessiva, pelo contrário, gosto de dividir tudo que é bom com as outras pessoas para que elas também possam usufruir de tal sensação de bem-estar, eis a razão principal da criação do Meu Mundo Cênico. Mas por que essa sensação digna de terapia voltou-me a ocorrer anos depois de ouvir minha primeira música do Beirut ou ler meu primeiro livro do Harry Potter?

Eu vou lhes contar, meus fiéis leitores: (se é que restou alguém lendo depois destes dois parágrafos de prólogo!) O egoísmo em questão baseia-se naquele instinto primitivo de proteção, de evitar que o simples "toque" de outra pessoa possa macular o objeto em questão.
O meu medo era que alguém apenas com uma visão deturpada e pouco sensível assistisse a microssérie Sherlock e assim, como por mágica, pudesse destruí-la. (Sim, tenho 20 anos, uma vida amorosa saudável e não tomo nenhum tipo de remédio. Parafraseando Sheldon Cooper "I'm not insane, my mother had me tested!").





Mas é que Sherlock é tudo o que eu estava procurando! Nesse mar tedioso e repleto de clichês em que se encontra o cinema e a televisão, achar algo com a originalidade dessa série de apenas três episódios de 90 minutos é quase um milagre!

Primeiramente o clássico de sir Arthur Conan Doyle foi ambientalizado no século XXI, precisamente em 2010. Para os conservadores de clássicos, assim como eu, que abominam "releituras" que quase sempre acabam em m!@#$%, isso passaria quase despercebido uma vez que esse "detalhe" é visto apenas no contínuo uso de celulares para SMS e pesquisas em computadores, a ESSÊNCIA de Sherlock Holmes e John Watson mantem-se intocadas. E esse é o grande ponto da questão para mim: Essa é a melhor adaptação da história de Sherlock e Watson na minha opinião.

Desculpem-me os fãs do filme com Jude Law e Robert Downey Jr (este meu ídolo desde que o vi atuando no magnífico A Premonição de 1999), mas sempre que imaginei os personagens enquanto lia as histórias do detetive, eles, nem de longe, eram descolados daquele jeito e o ambiente "old London" não colaborou nem um pouco com esse ar cool.

Já nesta readaptação da BBC, Sherlock é igualzinho como sempre imaginei, até fisicamente. Metódico, organizado, empenhado no trabalho, muito inteligente e por isso, um pouco arrogante e impaciente com o resto da humanidade, ótimo lutador e exímio violinista. O mesmo pode ser dito de seu fiel escudeiro Doutor Watson, que mantém sua essência leal e prestativa por toda a trama. É lindo ver a relação de amizade entre os dois.



O elenco é algo que até me emociona.*Pausa para respirar*

Sherlock Holmes é nada mais nada menos que o badalado inglês de nome quase impronunciável Benedict Cumberbatch (GRAVE ESTE NOME!), mais novo integrante do meu seletíssimo grupo de ídolos. Ele tem excelentes trabalhos em séries pela BBC, é muito premiado e será visto em breve no remake de "Tinker, Tailor, Soldier, Spy" e "O Hobbit" (ouvido, no caso, ele dublará o dragão Smaug), falando nisso Martin Freeman, o Dr Watson da série, interpretará, somente o hobbit Bilbo Bolseiro, o protagonista! Martin também interpretou "*.*" o MEU querido Arthur Dent no meu queridíssimo O Guia do Mochileiro das Galáxias!
O elenco secundário também é muito divertido e dá um "quê" a mais na série.







Deu para sentir que esse post tem um ar "tiete", porque é exatamente isso que eu sou de Sherlock BBC, e com orgulho! É tudo tão lindo, tão bem feito que merece toda essa euforia!

E além de toda essa competência, a série é extremamente divertida!

É obvio que estou sofrendo de um grave caso de Molly's Feelings (Sintoma clássico da Síndrome de Molly, ou seja, indivíduos (de qualquer sexo, nacionalidade ou religião) que se apaixonaram pela microssérie logo no episódio piloto).
Não adianta procurar no catálogo da OMS essa doença é completamente fruto da minha muito fértil imaginação.

O legal é que sempre surgirão comparações com outros personagens como House, Sheldon, Patrick Jane, porém o próprio protagonista da série House foi assumidamente inspirado em Sherlock Homes – de Arthur Conan Doyle. Com toda aquela dedução a partir de detalhes na roupa, comportamento, expressões, assim como o protagonista de O Mentalista.

A sensação que fica no final do terceiro capítulo é a de "quero mais". E teremos, pois já está confirmadíssima a 2º temporada (com mais 3 capítulos) para outubro de 2011!

Ahhhhhhhhhhhh, enquanto colhia informações privilegiadas sobre a série encontrei essas duas maravilhas. *Momento emoção outra vez.*

O site A ciência da dedução do Sherlock e o Blog pessoal do Dr Watson , ambos mencionados no primeiro episódio, provavelmente criados após o sucesso da série para maior interatividade com o público.

AEMEODEOS, MORRI DE SUNGA BRANCA!

Bem, só posso encerrar dizendo que Sherlock BBC é imperdível – qualidade, ótimas interpretações, elenco de primeira, selo BBC de qualidade e, é claro, sempre vale a pena curtir um Sherlock Holmes feat. Doctor John Watson!

Não conheço uma só pessoa que viu e não gostou, se você for uma delas por favor me diga o porquê nos coments, estarei curiosíssima por seu ponto de vista único. Só mais um detalhe: TOMEM CUIDADO COM MEU TESOURO, essa série é preciosa para mim.

Molly's Feelings.

Beijos e até a próxima, onde provavelmente estarei mais controlada, utilizando menos exclamações, asteriscos e caixa-alta. Retornarei com um ar inglês sóbrio e Sherlockiano no melhor estilo...


Ah tá!
=D